Política – Carlinhos e Alécio na Mira da Justiça

  • Redação Clubei

Política – Carlinhos e Alécio na Mira da Justiça

O processo político que tramita na justiça eleitoral pedindo a cassação dos vereadores Carlos Francisco da Silva e Alécio Boratti e dos suplentes Mário José Soares e Sebastião Formento deve ser julgado nos próximos dias pela juíza da 53ª Zona Eleitoral de São João Batista.

Na época, a operação do GAECO apurou envolvimento dos, à época, vereadores Sebastião Formento Filho, Mário José Soares e Carlos Francisco da Silva e do suplente Alécio Boratti, em um esquema que furava a fila do SUS. Em primeira instância a ação de Investigação Judicial Eleitoral, foi julgada como improcedente, onde o juiz optou por uma textura genérica dos fatos, limitando a repetir os fatos narrados pelo Ministério Público nas ações de busca e apreensões e interceptações telefônicas.

Carlinhos, Alécio, Mário e Sebastião na última eleição tiveram seus registros de candidaturas impugnados sob alegação que furaram a fila em troca de votos, o processo eleitoral chegou a ser julgado improcedente, mas a decisão foi anulada pelo tribunal regional eleitoral, por unanimidade o TRE decidiu que o processo deveria voltar para primeiro grau, ou seja, para a 53ª zona eleitoral (comarca de São João Batista) afim de o juiz processar e julgar a Ação de Investigação Judicial Eleitoral, agora, o processo está pronto para uma nova decisão, o que deve acontecer os próximos dias.

Caso sejam condenados pelo Juiz da Comarca, os envolvidos podem até ter seus direitos políticos cassados. Alécio e Carlinhos são vereadores da atual legislatura municipal, Mário e Sebastião, são suplentes, já que não foram eleitos em 2016. Todos os envolvidos na operação em São João Batista são do Partido Progressista (PP).

Em recente discurso na tribuna da Câmara municipal, no dia 30 de abril de 2018, durante sessão do poder legislativo o vereador Alécio Boratti confessou publicamente que “Furou a fila e se for preciso furava novamente”. Em resumo é réu confesso. (Ouça o áudio abaixo)

 

SAIBA MAIS: OPERAÇÃO RESSONÂNCIA

Na época, os Policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagraram em São João Batista a operação “Ressonância”, que tem como intuito investigar irregularidades e fraudes na fila do SUS da Grande Florianópolis, os Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nos municípios de Palhoça, Biguaçu, São João Batista e Major Gercino.

A operação “Ressonância” apura crimes de Falsidade Ideológica; Inserção de Dados Falsos nos Sistemas de Informação; Corrupção Passiva; e Crimes Eleitorais; envolvendo cinco agentes públicos e terceiros, os quais basicamente, estariam sistematicamente violando a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de exames de ressonância e tomografia, por intermédio de procedimentos irregulares e cobrança de valores dos pacientes.

O Ministério Público destacou que começou a investigação em novembro de 2015, após receber denúncia da Secretaria Estadual de Saúde. Cumprindo nesta segunda-feira (27), 19 mandados de busca e apreensão nos municípios envolvidos. Informações dão conta de que políticos de São João Batista estariam envolvidos no esquema.

A investigação apurou um esquema paralelo, que visava captar pacientes de diversos municípios, com necessidade de realização de consultas e exames no SUS, manipular o agendamento de consultas, exames e procedimentos médicos (cirurgias e principalmente exames de ressonância magnética), em sua maioria, no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, mediante o recebimento valores em dinheiro e benefício material ou, ainda, obter vantagem política futura, pela fidelização de eleitores, por parte dos investigados.

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