Pietra Gabrielly Abelino: dor, revolta e pedido de justiça

  • Redação Clubei

Pietra Gabrielly Abelino: dor, revolta e pedido de justiça

O primeiro aniversário, o primeiro natal, o primeiro ano de Pietra Gabrielly foi roubado de seus pais. Anjo de nove meses que perdeu a vida de forma inesperada. Sobrou a dor, revolta e um grito por justiça. Num piscar de olhos Pietra foi embora, vítima do que pode ter sido um erro de procedimentos do Hospital Monsenhor José Locks.

Relato dolorido do pai mostra os momentos que o drama se desenrolou na sala de emergência do Hospital Municipal. Sem poder fazer nada para salvar Pietra, Jucélio e Silvana Abelino assistiram impotentes aos últimos minutos de vida da menina. O desabafo do pai em texto publicado na internet, choca pelos detalhes.

pietra2A morte da criança foi registrada na sexta-feira (18). O helicóptero chegou a ser chamado para fazer a transferência para capital do Estado, mas não houve tempo. De acordo com relato, Pietra chegou ao hospital com pouca febre e o estado de saúde da menina era estável. Essa informação também foi confirmada pelo diretor da unidade hospitalar, Amarildo Darosci.

No colo da mãe a criança vomitou e foi, segundo Jucélio, arrancada do colo da mãe e levada para a sala de emergência. Os pais acompanharam quase todos os procedimentos em que Pietra foi submetida. “Falei para os médicos que não precisava de nada disso. A menina estava bem”, afirma.

Mesmo sem falar corretamente ainda, Pietra pediu água e a mãe teria fornecido o líquido em uma mamadeira. Neste momento o médico teria começado a “enfiar” agulhas, em vários momentos errando as veias. Segundo o pai, a menina ainda estava bem. Com as várias tentativas de aplicar injeções e com a nebulização Pietra começou a sufocar. Quando o quadro da menina se agravou os funcionários do hospital teriam retirado os pais da sala.

“Já tinham acabado com a vida da menina. Tentaram reanimar, machucando ela mais ainda. Seu peito ficou completamente roxo. No fim ainda falaram que fizeram de tudo. Agora me diz, de tudo o que? Tudo para tirarem sua vida? Os pais sabiam que ela devia sair dali, mas não nos deram ouvidos. Arrancaram-nos do lado de nossa filha e arrancaram também sua vida”, afirma Jucélio Abelino.

Em seu relato o pai diz que Pietra não voltará mas a justiça será feita. “Vamos trabalhar juntos por um hospital mais descente, por médicos competentes e que sejam capazes de distinguir uma doença de uma febre. Precisamos de mais saúde. Lute conosco nesta causa, amanhã pode ser que você precise”, diz.

A família também denuncia que no atestado de óbito da criança não consta o carimbo com CRM do médico que fez o atendimento. “O médico rasgou oito folhas de óbito e ainda procurou no Google, para colocar uma doença no atestado”, diz a irmã de Pietra, Bruna Abelino.

O diretor do Hospital, Amarildo Darosci, nega que tenha havido negligência. Afirma que todos os procedimentos do Hospital foram corretos e os profissionais da unidade fizeram o possível para salvar a vida de Pietra. No entanto, ele diz que em outros casos registrados podem ter havido descuido.

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