Festa típica marca os 182 anos da imigração italiana no Brasil

  • Redação Clubei

Festa típica marca os 182 anos da imigração italiana no Brasil

O início da imigração italiana no Brasil, com a fundação da Colônia Nova Itália, em território do atual município de São João Batista, em 1836, por 132 imigrantes católicos “robustos, alegres, corajosos, exaltados em suas paixões”, conforme ensina o almirante Lucas Boiteux, será comemorado com a celebração de Santa Missa, almoço típico e inúmeras apresentações  artístico-culturais, no domingo, 11 de novembro.

Iniciativa da Associação dos Descendentes e Amigos do Núcleo Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil – ADANPIB, os festejos serão realizados na Igreja e Salão de Festas São Sebastião, na sede do distrito de Tigipió, no município de São João Batista.

A Santa Missa em Ação de Graças será celebrada às 10h, seguida do almoço típico: polenta com galinha e acompanhamentos, no valor de 20 reais. Para crianças com até oito anos, a refeição será servida gratuitamente.

O show do cantor de música italiana Valmir Bertotti abrirá as apresentações culturais, às 12h.

A Escola Municipal de Dança, Teatro e Música de São João Batista apresentará o espetáculo típico “Ritorno del mare”, às 14h. Em seguida, a dança italiana “Funi culí, funi culá”  (Tarantela), pelo   Núcleo Infantil Branca de Neve de Tigipió. A música “tarantella siciliana” será apresentada pela Escola Municipal de Dança, Teatro e Música, em seguida. O show do Grupo Folklorístico Tutti Buona Gente, de Guabiruba, antecederá a apresentação da mais que centenária Banda Musical Padre Sabbatini, de Nova Trento, às 14h40min.

Ambos neotrentinos, os shows com o Grupo I Pargoleti, às 15h30min, e o Gruppo Folk Nea Tridentum, às 16h, encerram as apresentações artístico-culturais.

O café será servido gratuitamente, a partir das 15h30min. Apenas o bolo e outros quitutes serão vendidos.

Os festejos de 2017 reuniram mais de 600 participantes e foram realizados em 12 de novembro, na sede da Colônia Nova Itália. A Santa Missa foi presidida por um descendente direto dos pioneiros, padre Mário Peixe, sacerdote da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus-SCJ.

A missão da ADANPIB

Fundada na assembleia realizada em 11 de março de 2017, no salão de festas da Comunidade São José, em Colônia, com a participação das principais autoridades de São João Batista, do bispo Dom Vitus Schlickmann, do corregedor-geral do Ministério Público, Gilberto Callado de Oliveira e do Príncipe Imperial do Brasil e patrono da ADANPIB, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, a Associação dos Descendentes e Amigos do Núcleo Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil – ADANPIB tem por objetivo geral o “resgate e a preservação da história, da cultura e da fé trazida pelos imigrantes italianos pioneiros no Brasil, que fundaram a Colônia Nova Itália, o pioneiro núcleo de italianos em terras brasileiras, no ano da graça do Senhor de 1836, e a maior integração entre descendentes e amigos da comunidade”, informa o Estatuto Social da organização.

Desde a sua fundação, a ADANPIB é presidida pelo agricultor e memorialista José Sardo, conhecido carinhosamente por Saulo, descendente direto dos pioneiros, que há décadas pesquisa e preserva documentos singulares da histórica “Colônia Pioneira”.

difusão da cultura italiana no município de São João Batista, Berço da Imigração Italiana no Brasil,com ênfase na propagação do idioma e da história, constitui-se numa grande meta da ADANPIB, em parceria com o Poder Público.

E a correção do erro histórico – cometido pelo Congresso Nacional e o Presidente da República, Michel Temer, contra Santa Catarina – é uma das principais bandeiras da ADANPIB no tempo presente.

O historiador Paulo Vendelino Kons enfatiza que “nossa indignação tem origem na lei federal 13.617/2018, sancionada pelo presidente Michel Temer e publicada no Diário Oficial da União de 12 de janeiro de 2018,  e que atribui, equivocadamente, ao município de Santa Teresa, no Espírito Santo, o título de “Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil”, que de fato pertence a Colônia Nova Itália, fundada em 1836, no território do atual município de São João Batista/SC.”

Paulo Kons esclarece que “o início da colonização italiana no Espírito Santo ocorreu 37 anos e 11 meses após, em 21 de fevereiro de 1874, quando o navio La Sofia chegou a porto de Vitória, com 388 camponeses de língua italiana do império austro-húngaro e vênetos.”

Dona Dinha

Com 105 anos, completados em 12 de abril de 2018, dona Bernardina Angeli Fagundes – Dona Dinha, filha do imigrante italiano Agostinho Angeli e de Maria Augusta Pera Angeli, é a mais idosa moradora da Colônia Nova Itália. Filha de imigrante chegado na Colônia Nova Itália entre as últimas levas, Dona Dinha ainda trabalha, vai a missa e está sempre faceira e feliz em receber muitas visitas.

Texto: Historiador Paulo Vendelino Kons –  47 9 9997 9581 / bicentenariodaindependencia@gmail.com

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