Caso da Gasolina: Aderbal é condenado pela justiça

  • Redação Clubei

Caso da Gasolina: Aderbal é condenado pela justiça

Na tarde desta segunda-feira, dia 19 o famoso “Caso da Gasolina” envolvendo candidatos do pleito de 2016 de São João Batista foi julgado em segunda instancia no Tribunal Regional Eleitoral. O Juiz Alexandre Schramm da Comarca de São João Batista havia deferido sentença contra os acusados de envolvimento no esquema que barganhava votos por gasolina, com recurso o caso foi parar no TRE/SC.

O Juiz Eleitoral de São João Batista puniu 18 envolvidos no esquema a oito anos de inelegibilidade imputou ainda o pagamento de multa de 15 mil Ufir para cada candidato.

Após o pedido de vistas do desembargador Cesar Augusto Mimoso Ruiz Abreu, o caso foi retomado na tarde desta segunda-feira (19). O relator do caso Davidson Jahn Mello, em seu extenso discurso condenou Aderbal, mantendo a decisão do juiz da comarca contra o candidato, no entanto no que se referia a Adriano Ramos (vice) e os demais acusados (vereadores e suplentes), o juiz deu provimento ao recurso de defesa, já que segundo ele apesar dos fortes indícios de barganha de voto por combustível, não houve provas concretas de que o fato tenha se consumado.

Cesar Augusto Mimoso Ruiz Abreu que havia pedido vista do processo, foi primeiro a proferir seu voto na tarde de hoje, no entendimento do juiz, nem Aderbal, nem os demais candidatos, se prevaleceram do abuso de poder econômico para influenciar no resultado pleito, dando assim provimento ao recurso dos recorrentes da chapa “SJB em Boas Mãos”.

No entanto, o relator foi acompanhado pelos demais juízes, apesar do embate entre os julgadores, Aderbal Manoel dos Santos, sofreu uma derrota acachapante de seis votos a um contra seu provimento de recurso, sendo mantida a condenação de oito anos de inelegibilidade, mais o pagamento de multa. Já Adriano (vice) e os demais recorrentes foram inocentados das acusações.

De acordo com o embate entres os próprios julgadores, o que pesou contra Santos, foram documentos apreendidos pela Polícia Federal na empresa Calçados ALA, poucos dias antes do pleito de 2016.

De acordo com o relator apesar dos fortes indícios do ilícito não há provas concretas contra Adriano Airton Ramos, Alécio Boratti, Alexandro de Barros Macedo, Angêla Tavares Alves, Carlos Francisco da Silva, Dalva Reinert dos Santos, Élio Weber, Fábio Norberto Sturmer, Gabriel Angeli Dias, Isaias Pedro Mafessoli, Maria Teresinha Dalpra, Mário José Soares, Moacir Rodrigues Melo, Nataniel de Oliveira Valença, Nilson Afonso da Silva, Paulo Sérgio Venera e Tarciso Soares.

Foto: Arquivo Clubei

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