O asfalto que muda visão. A praça que faz o novo

  • Redação Clubei

O asfalto que muda visão. A praça que faz o novo

Não há referência de tempo e espaço, já que a cidade vive e vai se renovando ao sabor do crescimento. Ordenada ou não, criativa ou, simplesmente, despretensiosa com projetos de intervenções, hora simples, hora arrojados, mas que vão transformando nosso contato com a terra. Essa que a gente chama de casa e quer ver mais bela. Ela ganha contornos bem definidos em projetos e ações que determinarão quem seremos daqui pra frente.

A cidade está ai. Ruas, praças e a história que se confunde com a nossa. Encantos escondidos nas esquinas, casas e uma arquitetura, assim, sem esnobar, por vezes simplória, mas, que é só sua. É nossa casa e gostamos dela exatamente assim. Há belezas escondidas na palidez de nosso centro, nas ruas estreitas e movimentadas e agora também, nos prédios, projetos de arranha-céus que moldam nossa paisagem.

Se olhar de perto, nossa ‘terrinha’, esparramada por entre serras, vai ficando mais bonita. Com intervenções pontuais de construtoras, empresas ou dos moradores mais caprichosos que reformam, constroem e remodelam o horizonte. Há também, claro, alterações determinadas pelo setor público, e que, quando bem avaliadas alteram drasticamente o modo que nos relacionamos no urbano.

Dentre essas remodelações, o tapete preto que é aberto nas ruas de acesso a Ponte Manoel Atanásio dos Santos (Ponte Nova), é essencial para entender as mudanças urbanísticas que rodeiam nossos sonhos. A cidade fica mais fresca, o trânsito mais pacífico e aplaudimos o avanço. Num lote só as deterioradas ruas Marcolino Duarte, Valério Gomes, Luiza Girolla e Ex. Combatente Narciso Cim ganham brilho.

Valoriza os terrenos e imóveis, mas, o principal, melhora a auto-estima bastistense. Se os investimentos financeiros na obra ultrapassam os R$ 395 mil, é incalculável o bem-estar, a economia com mecânicos e o exponencial ganho de vigor para a área central da cidade. E nos projetos do prefeito Daniel Cândido, terá asfalto do Kock a Loja Acris e do Trevo de Brusque ao cruzamento do Cavalo Doido. Também da subida da Loja Mega, passando em frente à Igreja Matriz até a empresa Menina Rio.

Do chão batido com os caminhões carregados de cana-de-açúcar, o calçamento irregular que faz tremular até a alma, São João Batista sonha como cidade grande. Uma intervenção aqui outra acolá, vamos chegando ao destino. Porque não é uma cidade só de velhos, só de adultos, ou crianças. Seus espaços se adequam. A Praça que era só do Sapateiro será efetivamente dividida com os skatistas. Aquela praça velha, apática, fora dos padrões, já foi destruída, e é notavelmente bom passar pela Avenida Egídio Manoel Cordeiro e ver brotar um novo espaço para interações sociais.

Não tem mais carroça, as ruas do centro não acumulam folhas de cana perdidas pelos caminhões. Não se brinca mais de boi-de-mão nas ruas. O passado ficou lá, para a história. O presente é diverso. Mas as ruas, essa ainda nos pertencem. Os jovens imitam os velhos, não em frente casas, mas ali no Centro, no sábado ou domingo, sentados nas calçadas. E o novo se impõe fazendo brotar vez atrás da outra essa cidade, que não deixa de ser (cidade) zinha, jeitão de interior, mas com gosto de metrópole. Já não nos falta quase nada, e se os investimentos persistirem, teremos a casa que querermos.

Com as velhas e novas intervenções dos espaços públicos, recebemos o convite de olhar de novo, para ver. Olhar com carinho de quem ama sua terra, pois aquele que ama, conhece as limitações, mas vê beleza, vê alegria, vê cores. Para que ela, além dos forasteiros – que frequentemente a adotam – também faça apaixonar aqueles que cruzam suas ruas, todos os dias. O asfalto não fica na porta de casa, a Praça não fica ao lado, mas deixam a cidade com um semblante mais feliz.

Jonas Hames

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