Caso “Babão”, Júri histórico e família a procura de justiça. Assassino está impune

  • Redação Clubei

Caso “Babão”, Júri histórico e família a procura de justiça. Assassino está impune

Durante todo o dia e noite desta terça-feira (08) o tribunal do júri esteve reunido em São João Batista, na pauta do julgamento, o caso do assassinato do neotrentino Leandro de Souza, Babão, ocorrido em 03 de outubro do ano passado em Nova Trento.

Além do acusado de ter matado Babão identificado pelas iniciais E.N.K. um outro homem identificado como P.N.N. foi colocado no banco dos réus. Segundo o ministério público, durante uma briga ocorrida instantes antes da morte de Babão, P.N.N. tentou contra a vida de E.N.K. desferindo contra ele um golpe de facão e só não o teria matado porque Babão teria separado a briga e desarmado P.N.N.

Após a confusão, segundo o ministério público, E.N.K. teria ido até a residência de um amigo, pego uma faca, voltado no local das agressões e sem dar chances que Babão se defendesse, deu-lhe uma punhalada que horas após acabou lhe tirando a vida.

O júri que começou às 08h00 de terça-feira (08) teve seu desfecho apenas às 02h25 desta quarta-feira (09). Após 16 exaustivas horas, os jurados por maioria de votos absolveram os dois réus. A parte mais importante do júri, foram as falas das testemunhas, diversas delas envolvidas de certa forma com a briga que Babão por duas vezes separou antes de ser assassinado.

Diversos fatos novos foram trazidos à tona pelas defesas, representadas pelos advogados Leôncio Cipriany e Weliton da Silva. Algumas testemunhas acabaram caindo em contradição ao relatarem os fatos, sendo reconhecido pela própria promotora Kariny Vitória Zanetti que haviam mais envolvidos no crime, que ainda não haviam sido indiciados.

Após as explanações dos advogados de defesa, as portas do tribunal foram fechadas e o conselho de sentença por maioria de votos absolveu os réus das acusações de homicídio e tentativa de homicídio. Na análise de operadores do direito que acompanharam o julgamento, “o que pode ter pesado na decisão dos jurados, foi a falta de materialidade dos fatos levantados pelo Ministério Público para incriminar P.N.N e E.N.K.”.

Os dois réus saíram do tribunal do júri pela porta da frente, livres de qualquer culpa. O acusado pelo ministério público de ter matado Babão, ficou dez meses presos e foi considerado inocente. Fica agora a dúvida, “quem matou Babão?”, e o sentimento de injustiça paira sob os neotrentinos, pois quem quer que tenha assassinado Babão, não está preso, pagando pelo crime.

A FAMÍLIA

A família de Leandro de Souza acompanhou o júri até o final, seus irmãos e mãe muitas vezes vinham as lágrimas dentro do plenário. Inconformados com a decisão do conselho de sentença, rapidamente após a leitura da decisão deixaram o local. Os familiares buscam justiça, se recusam em deixar que a morte do irmão e do filho seja banalizada.

Babão era amigo de todos, um jovem sempre empenhado em ajudar quem dele precisa-se, relataram os familiares, que discordam da decisão tomada pelos jurados. A mãe e os irmãos dizem que vão continuar na luta, até que o culpado pelo crime seja devidamente punido.

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